terça-feira, 13 de maio de 2008

A melhor época da vida.

"Era 15 de junho e em dois dias eu iria fazer 30 anos. Estava inseguro com a rapidez com que o tempo havia passado e temia que os melhores anos tivessem ficado para trás.Minha rotina diária incluía uma sessão de ginástica antes do trabalho. Todas as manhãs encontrava com meu amigo Nicholas na academia. Ele tinha 79 anos e estava em plena forma. Quando o cumprimentei naquele dia, ele percebeu que eu não estava animado como sempre e me perguntou se havia alguma coisa errada. Sim, disse lhe que estava ansioso por estar fazendo 30 anos. Fiquei imaginando como olharia para trás com a idade de meu amigo e então lhe perguntei:Qual foi a melhor época de sua vida?Sem hesitar, Nicholas respondeu:Bem, Joe, esta é mina resposta filosófica:Quando eu era criança na Áustria e meus pais cuidavam de mim, sem que eu precisasse me preocupar com nada, aquela foi a melhor época de minha vida.Quando eu fui para a escola e aprendi as coisas que sei hoje, aquela foi a melhor época de minha vida.Quando arrumei meu primeiro emprego, passei a ter responsabilidades e ser pago pelo meu esforço, aquela foi a melhor época de minha vida.Quando conheci minha mulher e me apaixonei, aquela foi a melhor época de minha vida.Veio a segunda guerra mundial e minha mulher e eu tivemos que sair da Áustria para salvar nossas vidas. Quando estávamos juntos e a salvo num navio, vindo para a América do Norte, aquela foi a melhor época de minha vida.Quando viemos para o Canadá e formamos uma família, aquela foi a melhor época de minha vida.Quando me tornei um pai jovem e pude ver meus filhos crescerem, aquela foi a melhor época de minha vida.E agora tenho 79 anos e estou com saúde. Me sinto bem e continuo apaixonado por minha mulher, exatamente como quando a conheci. Esta é a melhor época de minha vida."
hoje

sábado, 10 de maio de 2008

"Sussurro sem som onde a gente se lembra do que nunca soube"

"Eu quase que nada (...) sei. Mas desconfio de muita coisa." Guimarães Rosa

Quanto mais sei, descubro que estou apenas começando. Quanto mais estudo, revelo minha ignorância. Quanto mais caminho, avisto a distância. Não sei se desconfio certo, mas a certeza estará sempre no pedestal da inacessibilidade. E não se trata de dúvida e nem de fraqueza, trata se apenas de reconhecer a pequenez humana. Aceitar que o presente é velado e o tempo revela. Atravessar a rua contente com as sacolas de felicidade.
*ver primeira postagem deste blog

123! Aqui estoy!

*Ci, encontramos no dia das mães?